Especial SaúdeQuando devo visitar um mastologista? Dr. Ricardo Gonzalez esclarece

O médico Dr. Ricardo Gonzalez é formado há 18 anos na UNIFESP e tem residência médica em Mastologia pela mesma Universidade, além do título de especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia. 
penze6 de novembro de 2018

O médico Dr. Ricardo Gonzalez é formado há 18 anos na UNIFESP e tem residência médica em Mastologia pela mesma Universidade, além do título de especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia e atua em Assis e Paraguaçu Paulista. 

O médico explica como e quando as mulheres devem procurar um mastologista, para se prevenir de doenças, especialmente o câncer de mama. 

Quando devo ir ao mastologista? 

O mastologista é o médico especializado nas doenças da mama, benignas ou malignas. Ele participa dos processos de estudo, prevenção, diagnóstico, tratamento, cirurgia e reabilitação da paciente. Trata-se de uma área que está evoluindo constantemente devido ao avanço tecnológico, que possibilita a descoberta de novas formas de tratamento, exames mais detalhados e um maior conhecimento sobre as patologias. A doença mais temerária tratada pelos mastologistas é o câncer de mama, que anualmente atinge milhões de mulheres pelo mundo. 

“As mulheres que apresentam sintomas como nódulos, retração ou vermelhidão na pele, assim como aquelas que têm alteração na mamografia ou alto risco familiar devem procurar um mastologista o quanto antes. Mulheres acima de 40 anos precisam fazer acompanhamento anualmente”, explica Dr. Ricardo. 

Ricardo Gonzales é médico mastologista



Como é uma consulta com um mastologista? 

Durante uma consulta ao mastologista, o médico primeiramente faz algumas perguntas ao paciente sobre seu histórico de saúde e familiar, seus hábitos e queixas, como uma espécie de entrevista para coletar informações importantes, chamada de anamnese. Depois é realizado o exame físico da mama e, posteriormente, alguns exames complementares podem ser pedidos para auxiliar o médico. A mamografia é o principal método de diagnóstico, mas caso haja alguma dúvida no exame, recomenda-se a ultrassonografia e/ou a ressonância magnética das mamas. A partir dos resultados, podem ser necessárias punções e biópsias para conclusões mais precisas. 

“Existem dois tipos de mamografia: a de rastreamento e a de diagnóstico. O exame de rastreamento é para as pacientes acima de 40 anos, mas que não apresentam nenhum tipo de queixa. Ou seja, nós procuramos um possível câncer inicial, mas sem nódulos ou alterações na mama. Pacientes com câncer abaixo de dois centímetros e que ainda não tenha tido evolução para a axila tem chance de cura de 95% após todo o tratamento. Já o exame de diagnóstico é para pacientes que têm queixas. Nós pedimos a mamografia para avaliar melhor a queixa ou ver se há algo além dos sintomas que ela apresentou. Inclusive há uma diferença entre sinais e sintomas, pois os sintomas são tudo aquilo que o paciente se queixa, enquanto o sinal é aquilo que o médico percebe”, salienta. 

Dependendo do diagnóstico, o mastologista vai ajudar o paciente durante o tratamento. Mesmo que não haja nenhum sintoma anormal, ir ao mastologista anualmente a partir dos 40 anos é fundamental para a prevenção das doenças da mama e para diagnosticar o mais cedo possível qualquer problema que a paciente possa ter. 

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