Especial SaúdeNutricionista esclarece principais riscos da obesidade em adultos

A obesidade é uma doença que afeta crianças, adolescentes e também adultos. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2016, o índice de brasileiros com a doença passou de 11,8% para 18,9%. O crescimento da obesidade também pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão. As doenças crônicas não transmissíveis pioram a condição de vida e podem matar. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5%, em 2006, para...
Bruna AssisCity11 de fevereiro de 2019

A obesidade é uma doença que afeta crianças, adolescentes e também adultos. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2016, o índice de brasileiros com a doença passou de 11,8% para 18,9%.

O crescimento da obesidade também pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão. As doenças crônicas não transmissíveis pioram a condição de vida e podem matar.

O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016. O de hipertensão, no mesmo período, saiu de 22,5% para 25,7%. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres.

Nutricionista Adriana Freitas

Diante deste quadro preocupante, a nutricionista Adriana Freitas, da UNIMED Assis, esclarece algumas questões a respeito do assunto. Confira:

1 – O que é compulsão alimentar? Trata-se de uma doença? 

A compulsão alimentar é a necessidade que o indivíduo tem em comer mesmo quando não sente fome. O paciente não deixa de se alimentar mesmo quando já está satisfeito e ingere uma quantidade de alimentos bem maior que suas necessidades energéticas diárias.

A compulsão alimentar é considerada uma doença e precisa ser tratada como tal.

 

2 – Na fase adulta, quais são os principais riscos para pacientes que desenvolvem quadro de obesidade?

Existem riscos dos pacientes desenvolverem doenças cardiovasculares, cerebrovasculares, diabetes, dislipidemias, refluxo, esteatose hepática, doenças de coração, tromboses, gota, dermatoses, disfunções hormonais, disfunção erétil, depressão, problemas ortopédicos e posturais, entre outras.

 

3 – Como o médico pode identificar que o paciente é obeso?

O diagnóstico da obesidade é feito pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Trata-se de uma medida internacional usada para calcular se a pessoa está no peso ideal. O cálculo do IMC deve ser feito usando a fórmula matemática: peso ÷ altura x altura.

 

4 – Quais são os problemas de saúde mais comuns em pacientes obesos?

Os mais comuns são diabetes, hipertensão arterial e as dislipidemias. Apesar de que os índices das doenças citadas acima estão crescendo de forma bastante expressiva.

 

5 – Durante o processo de emagrecimento, seja por cirurgia bariátrica ou não, quais são os alimentos que o paciente deve optar?

A orientação é sempre para uma alimentação equilibrada e sem exageros. Ressalto que uma alimentação saudável não precisa necessariamente ser cara. Ela deve ser colorida e composta por alimentos variados, deve ser saborosa, precisa ter qualidade e ser consumida na quantidade certa. As frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo e devem ser ingeridos com frequência.

Alimentação deve ser colorida e composta por alimentos variados

 

6 – Há alguma orientação ou recomendação para os casos dos pacientes que fizeram cirurgia bariátrica?

Manter o acompanhamento com medico responsável pela cirurgia, acompanhamento nutricional e acompanhamento psicológico se necessário.  Estes acompanhamentos são essenciais para o sucesso pós-cirúrgico.

 

7 – Sobre o balão intragástrico, alguns pacientes reclamam que após retirarem, a fome aumenta muito novamente. O que fazer para controlar a vontade de comer desenfreadamente?

Balão causa sensação de plenitude, mas é preciso atenção para não recuperar o peso perdido

A presença do balão dentro do estômago causa uma sensação de plenitude, o paciente sente-se satisfeito mais rapidamente quando se alimenta, ou seja, quando o balão é retirado tudo volta como anteriormente. A forma de controle mais indicada consiste na mudança dos hábitos alimentares deste paciente, que deve acontecer independente do tipo de intervenção realizada para contribuir de forma positiva para o sucesso do tratamento.

8 – Hábitos alimentares adquiridos desde a infância podem acompanhar o paciente também na fase adulta?

Sim, com certeza. Os hábitos alimentares nos acompanham para vida toda. Podemos melhorar adequar, reposicionar, mas estas heranças estarão sempre presentes. Por isso a recomendação é trabalharmos alimentação saudável com nossas crianças para termos adultas mais saudáveis gozando de qualidade de vida.

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