Especial SaúdeQuais são os benefícios do cloreto de magnésio para a saúde?

Redação AssisCity25 de fevereiro de 2019

O magnésio é, sem dúvida, um dos nutrientes com maior atuação no metabolismo humano. Este mineral tem participação em mais de 300 tipos diferentes de reações bioquímicas dentro do organismo, além de ser responsável direto pelo metabolismo da glicose, pela regulação da produção do hormônio insulina, pela fabricação de proteínas e de um elemento que regula a energia que as células usam: a adenosina trifosfato). Ainda participa dos sistemas cardiovascular, endócrino e de imunidade, e de outro que controla a contração e repouso dos vasos sanguíneos.

De modo geral, o magnésio é encontrado em quatro locais distintos do organismo: nos ossos, nos músculos, no plasma e no interstício, o pequeno espaço existente entre as células. Um adulto saudável pode ter armazenado no corpo uma quantidade entre 21 e 28 g do mineral, segundo o nutricionista Diogo Círico, da Growth Supplements.

“Um quadro de baixa quantidade de magnésio pode ser gerado por ingestão insuficiente desse mineral, como uma dieta inadequada, ou pelo fato do organismo expulsar magnésio além do normal, o que chamamos de excreção renal”, explica ele. “Entre 30% e 50% do magnésio que consumimos é absorvido ao longo de todo o intestino, principalmente o cólon, mas também no jejuno e no íleo. Por isso, indivíduos com desordens na qualidade e na quantidade da microbiota também podem apresentar reduzida capacidade de absorção e metabolização de magnésio”, completa.

 

Existem três formas de avaliar o status de magnésio no organismo, isto é, de saber se há deficiência do mineral no corpo. A maneira mais utilizada é a “concentração sérica de magnésio”, utilizada por médicos e nutricionistas para verificar alterações agudas na presença do elemento. “É um método que pode falhar, porque a verificação pode deixar de encontrá-lo em todas as possíveis partes do nosso organismo. Isso pode não refletir exatamente algumas condições relacionadas ao armazenamento de magnésio”, diz Círico.

 

“Além disso, pode haver variação nos valores de referência de cada laboratório. Na literatura médica, a gente encontra uma sugestão de que os valores considerados como ‘níveis normais’ podem, na verdade, ser baixos demais, representando um leve déficit de magnésio presente na população normal”, completa.

 

Além disso, como já dito, algumas pessoas podem ter excreção aumentada de magnésio, como é o caso de pacientes em tratamento de hipertensão. Nestes casos, os médicos e nutricionistas recomendam o método de verificação chamado “magnésio urinário”, que consegue diferenciar os diferentes momentos do dia e a quantidade de magnésio que é expelida do corpo.

 

Valores de referência

A ingestão diária de magnésio recomendada pelo Ministério da Saúde no Regulamento Técnico Sobre a Ingestão Diária Recomendada (IDR) de Proteínas, Vitaminas e Minerais, de 2004, é de  260 mg/dia para adultos. Mas ela difere de outros valores mundiais, como os dos Estados Unidos, por exemplo. Lá, o consumo sugerido é de 310 a 320 mg por dia para mulheres e 410 a 420 mg por dia para homens

“Mesmo que a sugestão de consumo do Brasil seja menor do que aquelas vistas em outros países, uma pesquisa feita aqui em 2010 mostrou que a ingestão de magnésio pela população brasileira estava aproximadamente em 160 mg/dia, ou seja, bem abaixo do recomendado em ambos valores de referência”, conta o nutricionista da Growth.

As recomendações, seja como for, são feitas com base em indivíduos “sedentários” e “saudáveis”. “Quando falamos ao público praticante de atividade física, é necessário considerar que entre 6 a 10 mg para cada quilo por dia. Ou seja, um indivíduo de 70 kg pode necessitar de 420 mg até 700 mg/dia”, completa ele.

As principais fontes alimentares de magnésio são os cereais integrais, vegetais folhosos verdes, espinafre, nozes, frutas, legumes e tubérculos, como a batata.

De modo geral, se pode dizer que o magnésio desempenha um papel crítico na transmissão nervosa, na excitabilidade cardíaca, na condução neuromuscular, na contração muscular, no tônus vasomotor, na pressão sanguínea e no metabolismo da glicose e da insulina. Por causa das muitas funções do magnésio dentro do corpo, ele desempenha um papel importante na prevenção de doenças e na saúde geral. “Agora há o cloreto de magnésio no mercado, que é um produto importante para balancear a quantidade existente no corpo”.

“Como sempre, sugiro que se consulte sempre um profissional nutricionista para a demanda seja diagnosticada e a oferta seja programada antes de qualquer suplemento”, finaliza Círico.

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